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Este trabalho é dirigido ao irmão para quem o Real Arco é
desconhecido. Os Mestres Maçons estão continuamente chegando a
um ponto em suas carreiras Maçônicas onde se perguntam: “Por que
o Arco Real”? ou “Que é o Grau do Arco Real”?, ou ainda: “Que
tem a ver com a Maçonaria Simbólica?”
Uma curta resposta para estas perguntas seria: O Grau do Arco
Real é a consumação do Terceiro Grau, ou seja, uma resposta
apenas parcial.
O Arco Real é na verdade a progressão natural da Franco
Maçonaria que prevê a obtenção dos “autênticos segredos”, depois
da adoção de certos segredos substitutivos, e como tal,
realmente é uma parte integral da Maçonaria Simbólica.
A Maçonaria Simbólica está relacionada com as circunstâncias da
construção do Templo do Rei Salomão, o primeiro lugar fixo de
adoração para o Deus de Israel, e o lugar onde a Arca da Aliança
foi depositada depois da peregrinação pelo deserto. Disseram
naquela ocasião: “Ele construirá uma Casa em Meu nome e eu
estabelecerei o trono de seu Reino para sempre”. Para o Maçom o
significado deste enunciado é que ele mesmo deverá erguer um
Templo, “perfeito em suas partes e digno para o construtor”.
A história Bíblica nos ensina que depois da morte do Rei Salomão
aconteceu uma rebelião, e as doze Tribos foram divididas em dois
Reinos. Dez das tribos construíram Israel no Norte, enquanto que
as outras duas formaram Judá no Sul. As dez tribos do Norte
desapareceram quando foram levados em cativeiro por Sargon, Rei
de Assíria. Judá, porém reteve sua identidade como Reino
tributário, no início sob o domínio do Egito, e depois sob o
jugo da Babilônia.
Como conseqüência de uma falta no pagamento dos tributos para a
Babilônia, a cidade de Jerusalém e o Templo foram destruídos por
Nabucodonosor, rei da Babilônia. Então o Rei Judá, Joachim,
junto com pessoas proeminentes de seu Reino foram conduzidos em
cativeiro para a Babilônia. Só as classes baixas permaneceram
lavrando as terras. Judá como nação sobreviveu durante este
período de cativeiro, e quando a Babilônia caiu ante os
conquistadores Persas, os cativos foram motivados para voltar a
sua pátria.
A Maçonaria do Arco Real trata do retorno a Jerusalém dos
cativos sobreviventes e de seus descendentes. O tema principal
está centrado na remoção dos escombros no lugar do Templo para
preparar o terreno para as fundações do Segundo Templo. Nesta
fase, nos é narrado como, em que circunstâncias especiais, se
recuperam os “autênticos segredos”.
Antiguidade do Arco
Real
A primeira referência impressa da Maçonaria do Arco Real aparece
em Dublin (Irlanda) em 1743, em um jornal que continha o
seguinte relato... “O Real Arco levado em procissão por dois
Excelentes Maçons”.
O mais antigo registro escrito do Arco Real data de 1741, mas de
nenhuma maneira que se originou naquele ano; é impossível
assinalar uma data, e dizer que foi naquele ano que o Real Arco
nasceu. É, porém óbvio que um grau semelhante ao nosso Real Arco
se pressupõe derivado do ritual do Mestre Maçom, e uma hipótese
aceitável é que os segredos essenciais do Real arco
corresponderam a Venerança e foram conferidos ao V.M., não em
sua Instalação, mas sim quando concluído o ano de seu mandato, e
que era certo tipo de recompensa que se dava pelos serviços
prestados a Ordem, por desempenhar os onerosos deveres de
Venerável Mestre de uma Loja.
Aquilo que se perdeu O Mestre Maçom que está ansioso para
realizar um progresso permanente em seus conhecimentos
maçônicos, ou ao maçom inquisitivo, se pergunta sem dúvida
alguma por que uma lenda que ilustra uma perda omite incluir a
seqüência complementada de uma recuperação; por que a perda dos
“verdadeiros segredos” é resolvida aparentemente pela adoção de
certos segredos substitutivos, e que a relação que se perderam.
O tema do nascimento, a vida, a maturidade, a morte e a
ressurreição – ou esperança de sobrevivência em mausoléus
imortais – está sem dúvida claro, mas certas frases no ritual da
Ordem indicam que o tema não terminou dentro da Maçonaria
Simbólica. É razoável assumir que o Mestre Maçom especulou com o
fato de que a intenção na Cerimônia de abertura é “procurar
aquilo que foi perdido”, porém, na Cerimônia de Encerramento
desse grau há sempre uma referência que admite um fracasso nesta
busca.
Então, o V.M. declara que os segredos substitutivos que lhe
foram regularmente comunicados são sancionados e são confirmados
com a sua aprovação “até que o tempo ou as circunstâncias
restabeleçam os verdadeiros”.
Enquanto o Mestre Maçom se detém a “pensar nestas coisas” – o
verdadeiro Maçom Especulativo -, o Arco Real, ou para dar-lhe o
título completo, a Ordem de Maçons de Arco Real, espera
recompensá-lo até o limite de sua própria capacidade ou aptidão.
Devo ingressar? O Candidato para a iniciação na Maçonaria afirma
entre outras coisas que, a confiança dele é depositada em Deus,
que é induzido por um desejo sincero de converter-se em um ser
mais útil no serviço de seus semelhantes.
Como candidato para o Real Arco, deverá apresentar-se “com um
desejo de aperfeiçoar-se na Maçonaria e dedicar esse
aperfeiçoamento à Glória de Deus e ao bem da humanidade”.
Tal desejo de aperfeiçoamento só pode manifestar-se durante o
período de sua carreira na Ordem até esse momento, foi
estimulado e foi alimentado em seu interesse na Maçonaria por
seus proponentes, os Oficiais da Loja e os Preceptores da Loja
de Instrução, todos aqueles cujo dever para com candidato é
óbvio, sem esquecer jamais que em algum momento podem perdê-lo
de vista.
A procura de “Aquilo que se perdeu” – a Palavra Perdida –
realmente começou em um sentido Bíblico quando Adão caiu em
desgraça e legou à humanidade esta procura perpétua.
Quando os construtores do Primeiro Templo em Jerusalém se
desviaram do verdadeiro culto, o mito bíblico se tornou
realidade. Porém, a palavra permaneceu naquele mesmo lugar e
quando é contada a maneira de seu redescobrimento e o tornaram
possível, o Arco Real mostra exatamente qual é para todos nós a
verdadeira essência da Maçonaria.
Em outros tempos a entrada para um Capítulo do real Arco era
limitada aqueles que já tinham ocupado o cargo de Venerável de
uma Loja. Na atualidade todo Mestre Maçom com uma antiguidade de
mais de quatro semanas é elegível, mas os Tronos dos Três
Principais são restritos aqueles que já foram Instalados como
Veneráveis Mestre de uma Loja. Porém, dentro do Capítulo existem
outras posições às quais o mestre Maçom pode ter acesso depois
de haver sido exaltado no Real Arco.
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